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Magic Tiles 3™ - Jogo de Piano

4,6classificação na Google PlayAMANOTES PTE. LTD.AndroidRitmo e música

A fórmula é conhecida por qualquer pessoa que tenha tido um telemóvel na última década: blocos pretos descem pelo ecrã, toca-se neles no momento certo, a melodia sai. O que mantém o Magic Tiles 3 relevante tantos anos depois não é a mecânica mas a decisão de a estender a outros instrumentos — bateria e guitarra com padrões próprios de queda — e um catálogo musical que continua a receber material novo.

Ícone da aplicação Magic Tiles 3™ - Jogo de Piano
Blocos a descer durante uma música no modo piano — Magic Tiles 3™ - Jogo de Piano
Blocos a descer durante uma música no modo piano
Seleção de música com as listas temáticas disponíveis — Magic Tiles 3™ - Jogo de Piano
Seleção de música com as listas temáticas disponíveis

Veredicto rápido

O título mais completo do género em Android, sustentado pelo catálogo e pelos modos de instrumento. A interface está sobrecarregada e o ecrã inicial pede paciência antes de se chegar à música.

Precisão, e não velocidade de dedos

A janela de acerto é estreita e a pontuação distingue claramente um toque perfeito de um toque aceitável. Isso significa que terminar uma música é fácil e terminá-la bem não é.

Os blocos longos, que exigem manter o dedo pousado, são onde a maioria dos jogadores perde combinações. É também onde a diferença entre instrumentos se nota: a bateria usa padrões curtos e simultâneos, a guitarra favorece sequências sustentadas.

Um catálogo grande e em movimento

Há material clássico — as peças de piano habituais — e uma rotação constante de temas populares. A quantidade é o principal argumento face a concorrentes com listas fixas.

A organização por listas temáticas ajuda, mas a procura é pouco eficaz: encontrar uma música específica exige percorrer separadores em vez de escrever o nome.

A latência decide a experiência

Em aparelhos recentes o atraso entre o toque e o som é imperceptível. Em modelos mais antigos, ou com auscultadores sem fios, o desfasamento torna-se audível e estraga as músicas rápidas.

Existe um ajuste de calibração, mas está escondido nas definições e devia ser proposto logo na primeira utilização, sobretudo por causa dos auscultadores.

Serve tanto quem toca como quem não toca

Para quem nunca tocou um instrumento, funciona como jogo de reflexos com boa devolução sonora. Para quem toca, o modo bateria tem um interesse rítmico genuíno.

É dos poucos jogos musicais desta lista que aguenta ser jogado por alguém com formação musical sem parecer infantil.

Demasiados ecrãs entre abrir e tocar

O menu principal acumula separadores, listas e destaques. Numa pausa de três minutos, esse percurso consome uma parte apreciável do tempo disponível.

A dependência de rede para aceder ao catálogo completo também limita o uso em viagem, ao contrário da generalidade dos outros títulos analisados aqui.

Pontos fortes

  • Modos de bateria e guitarra com padrões próprios
  • Catálogo musical extenso e renovado
  • Distinção clara entre toque perfeito e aceitável
  • Blocos longos com leitura diferente por instrumento
  • Interessa a quem tem formação musical

Reservas

  • Menu inicial sobrecarregado
  • Calibração de latência escondida nas definições
  • Catálogo completo depende de ligação
8,4nota editorial em dez

A variedade de instrumentos e o catálogo compensam largamente uma interface que já devia ter sido simplificada. A escala é explicada na página como avaliamos os jogos e não se confunde com a classificação de 4,6 atribuída pelos utilizadores na Google Play.